Persona 4 e o Tempo é seu inimigo

fonte: Divulgação

Essa é a sua party. O protagonista é o cara no meio com pinta de garotão. E sim, aquilo é um urso.

Opa, e aí? Thiago aqui e de vez enquanto vou escrever pro Sons of Bit sobre qualquer coisa aleatória ou não. Como faz um bom tempo que eu não escrevo, achei melhor começar com algo mais no meu território.

Resolvi fazer uma análise não muito aprofundada do Persona 4, da série Shin Megami Tensei, pelo menos na parte que me fez chegar no fim do jogo e soltar um “porra, acabou mesmo?…”. As questões de jogabilidade e mesmo da história principal não serão muito discutidas, apesar de terem o seu peso, claro. “Mas que parte é essa Thiago que te intriga tanto?”, você pergunta. A interação com os NPCs.

 

Ligação Social

Já faz cinco anos que Persona 4 saiu no Ocidente pra Ps2 e acho legal falar desse jogo que me consumiu tanto tempo. Na época do lançamento, uns amigos e eu estávamos no hype do lançamento depois de Persona 3 aparecer no lado de cá do mundo e mostrar uma mecânica de jogo até então pouco conhecida: ser um rpg de turnos, onde você podia atacar normalmente ou com ajuda de suas Personas, criaturas baseadas na Mitologia e Religião ao redor do mundo que dependiam da sua interação com as pessoas fora da batalha pra surgirem e ficar mais fortes, o Social Link. Isso tudo regado a um plot onde você e seus novos amigos tem de resolver uma onda de assassinatos peculiares usando criaturas estranhas. Lembra Pokémon, só que o Pikachu de lá é o Odin.

Se Persona 4 não estivesse mais fresco na memória, provavelmente eu estaria escrevendo sobre P3 agora. Ambos ofereceram experiências semelhantes, histórias envolvendo estranhas mortes e ideologias, mas P3 consegue ser mais obscuro e assustador na visão geral (o protagonista com visual lacônico também ajuda). Já Persona 4 começa com o protagonista “Me dê um nome”, estudante de ensino médio japonês tendo um prazo de 1 ano na nova cidade em que vai morar com seu tio e prima de 6 anos, ou seja 1 ano pra conhecer o novo lugar, novos amigos, resolver um grande mistério e completar a Social Link. O Social Link era um sistema à parte: você conhecia uma pessoa nova, tinha uma interação mínima com ela e se tudo desse certo, um contador com o número 1 surgia. Agora é com você fazer esse contador aumentar (o máximo é 10) e destravar Personas mais fortes ligados à essa pessoa. Parece fácil, mas multiplique isso com 21 indivíduos (mais dois na versão de PsVita) e de repente 1 ano fica bem curto pra conhecer todo mundo.

Mas a maior recompensa com esse sistema não é conseguir criaturas mais forte pra te proteger na hora do aperto. A história de cada pessoa no seu Social Link, cada drama, cada momento de raiva vai te instigar a terminar a parada toda. Começa tudo muito monótono e formal, assim quando se conhece uma pessoa nova na vida fora das telas. Mas conforme o relacionamento cresce, de repente a pessoa passa a te falar da família, do medo da morte, do futuro e no caso das moças na faixa de idade do protagonista, pode ou não desenvolver um relacionamento amoroso. Isso é com você. Só não seja cachorro.

fonte: Game Informer

Ai Ebihara, exemplo de alguém que você vai odiar no início, mas graças a sua drama pessoal, você que ainda tem alguma alma ali.

No final, o sistema de relacionamento nivelado de 1 à 10 te ajuda a ver o quão profunda é relação do protagonista e o NPC. Eu aconselharia aos que ainda não jogaram a anotar os dias em que você vai evoluir o Social Link de alguém ou usar um walkthrough porque pode deixar algum Social Link por finalizar. Um dia evoluindo o relacionamento com um é um dia perdido com outro. Mas mesmo perdendo o Social Link completo de um personagem ao fim do jogo, você ainda tira uma analogia com a vida do tipo “poxa, podia ter conhecido aquela garota melhor…e ela podia ter me dado um Persona final boladão.”

Depois de enfrentar uma penca de Bosses, avançar na história principal e salvar ou não as vítimas (presta atenção! Cê tem que investigar meu filho!), você percebe que a tema do jogo é a conexão com o outro e sobrepujar a primeira impressão que você tem de alguém. No fim, seu prazo está cada vez mais próximo de terminar e você vai ter que voltar sua cidade natal. Seus amigos então passam cada restinho de dias fazendo memórias com você, momentos que durarão pra sempre. Isso é pra levar pra vida.

 

Persona 4 saiu pra PlayStation 2 e uma versão para o PsVita, Persona Golden, possui uma história levemente maior e a inclusão de novos personagens.

 

Thiago

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2 comentários em “Persona 4 e o Tempo é seu inimigo

    • Vixi, se 100% você quer dizer “pegar todos os Personas”, eu também não. Te entendo. Muita coisa, cara. Mas a história eu vi todinha e já tô animando pra jogar de novo 🙂

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